domingo, 23 de julho de 2017

Indices do Comércio Internacional - Jan-Mar 2017

Taxas de variação homóloga
em valor, volume e preço
por grupos e subgrupos de produtos
(Janeiro a Março de 2017/2016)

" Publicação disponível para download > aqui "


1 - Nota introdutória
O presente trabalho visou o cálculo de indicadores de evolução em valor volume e preço do comércio internacional português de mercadorias de Janeiro a Março de 2017, face ao período homólogo do ano anterior.
Os índices de preço, do tipo Paasche, utilizados depois como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume, foram calculados a partir de dados de base elementares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em versão ainda preliminar, sendo preliminar também a versão dos correspondentes dados de 2016.
Na comparação entre os dois anos, foram tomadas em consideração as numerosas alterações pautais da Nomenclatura Combinada verificadas entre 2016 e 2017, envolvendo 405 agregados de produtos a 8 dígitos, num total de 1434 posições pautais para o conjunto dos dois anos.
Para o cálculo dos índices de preço as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às importações e exportações com movimento no período em análise, foram agregadas em 11 grupos de produtos e 38 subgrupos (ver Anexo).

2 – Nota metodológica
O método utilizado no cálculo dos índices de preço de Paasche deste trabalho assenta na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos preços de cada subgrupo de produtos, que integram produtos com relativa homogeneidade, posteriormente ponderados para o respectivo grupo e destes para o total.
Os índices de preço são obtidos a partir de uma primeira amostra automática construída com base nos produtos com movimento nos dois períodos em análise, dentro de um intervalo definido por métodos estatísticos.
Segue-se uma análise crítica, que pode incluir, entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas que entram na manufactura de um dado produto, como indicador de consistência de um determinado índice que, apesar de um comportamento aparentemente anormal, pode ser incluído na amostra.
Mais frequentemente procede-se à desagregação por mercados de origem ou de destino de posições pautais com peso relevante que se encontram fora do intervalo, incluindo-se na amostra aqueles que apresentam um comportamento coerente na proximidade do intervalo encontrado.

Também produtos dominantes incluídos no intervalo e decisivos para o índice do subgrupo podem ser desagregados e considerados por mercados se, através de uma análise crítica, forem encontrados desvios sensíveis entre eles.

3 – Balança Comercial
De acordo com os dados preliminares utilizados, o défice da balança comercial de mercadorias no primeiro trimestre de 2017 aumentou +9,2% face ao ano anterior, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a subir de 83,0%, em 2016, para 84,0%, em 2017.


As importações (somatório das chegadas de mercadorias provenientes do espaço comunitário com as importações originárias dos países terceiros), com um acréscimo em valor de +15,7%, terão registado um aumento em volume de +9,2% e um acréscimo em preço de +6,0%.
Por sua vez, o acréscimo em valor de +17,1% das exportações terá resultado de um incremento em volume de +13,4%, com o preço a crescer +3,2%.
Na presente conjuntura, dada a evolução do preço do petróleo, torna-se importante atentarmos na evolução do nosso comércio internacional quando excluído dos produtos do grupo “Energéticos”


De acordo com os dados disponíveis, as importações, com exclusão dos produtos energéticos, terão registado acréscimos em valor, volume e preço respectivamente de +11,9%, +9,6% e +2,0%.
Por sua vez, as exportações terão averbado um aumento em valor de +14,0%, em resultado de num incremento em volume de +13,5% e de um pequeno aumento do preço, +0,4%.
O défice da balança comercial decresceu -1,3%, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a subir de 86,3% para 87,9%.
A evolução em volume das exportações constitui uma medida da capacidade produtiva da indústria, tendo-se verificado no período em análise uma taxa de crescimento de +13,4%, ou+13,5% quando se excluem os produtos “Energéticos”.


Nos primeiros três meses de 2017, o saldo da balança comercial foi positivo em cinco dos onze grupos de produtos considerados, que representaram 31,7% das exportações e 18,1% das importações totais, designadamente: “Madeira, cortiça e papel”, “Têxteis e vestuário”, “Calçado, peles e couros”, “Produtos acabados diversos” e “Aeronaves e embarcações”.


4 – Importações
No primeiro trimestre de 2017, os grupos de produtos com maior peso nas importações de mercadorias foram: “Químicos” (16,8% do total), “Máquinas, aparelhos e partes” (16,7%), “Agro-alimentares” (14,7%), “Material de transporte terrestre e partes” (13,2%) e “Energéticos” (11,7%).
De acordo com os cálculos efectuados, à excepção dos grupos “Calçado, peles e couros” (-1,3%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (-43,4%), pouco representativo, para o qual não foram calculados indicadores de volume e preço, todos os restantes registaram taxas de crescimento anual em valor positivas, com destaque para o grupo “Energéticos” (+56,4%).


Por sua vez, à excepção do grupo “Calçado, peles e couros” (-2,2%), em todos os restantes se verificaram taxas de crescimento em volume positivas, com destaque para as “Máquinas, aparelhos e partes” (+19,3%) e “Material de transporte terrestre e partes”, principalmente veículos automóveis (+17,4%).
Na óptica da evolução em preço, exceptuando os grupos “Têxteis e vestuário” (‑1,9%), “Material de transporte terrestre” (-1,2%) e “Madeira, cortiça e papel” (‑1,1%), todos os restantes acusaram aumentos, sobressaindo o grupo “Energéticos” (+48,9%), seguido do grupo “Minérios e metais” (+12,7%).
No quadro seguinte encontram-se relacionados, por grupos e respectivos subgrupos de produtos, os três indicadores.


5 – Exportações
Em 2016, os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas exportações de mercadorias foram: “Máquinas, aparelhos e partes” (15,4% do total), “Químicos” (13,2%), “Agro-alimentares” (12,0%) e “Material de transporte terrestre e partes” (10,5%).
Em todos os grupos de produtos se registaram crescimentos em valor, com destaque para o grupo “Energéticos” (+74,5%), seguido dos grupos “Minérios e metais” (+20,9%), “Máquinas, aparelhos e partes” (+19,0%), “Agro-alimentares” (+18,9%) e “Químicos” (+17,1%). Também em volume ocorreram aumentos em todos os grupos de produtos, com taxas de crescimento a dois dígitos nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+26,6%), “Produtos acabados diversos” (+16,5%), “Agro-alimentares” (+15,9%), “Químicos” (+14,7%), “Energéticos” (+11,0%) e “Calçado, peles e couros” (+10,1%).
Verificaram-se decréscimos em preço nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (‑6,0%), “Produtos acabados diversos (-3,8%), “Madeira, cortiça e papel” (-1,3%) e “Calçado, peles e couros” (-0,8%). Os maiores acréscimos ocorreram nos grupos “Energéticos” (+57,2%) e “Minérios e metais” (+11,3%).


 No quadro seguinte encontram-se relacionados, por grupos de produtos e respectivos subgrupos, os três indicadores.


6 – Anotações
A representatividade da amostra global de cada uma das vertentes comerciais, que serviu de base ao cálculo dos índices de preço de Paasche, foi de 88,2% e 86,6%, respectivamente no primeiro trimestre de 2016 e de 2017, na Importação, e de 91,0% e 89,8%, do lado da Exportação.


Os cálculos efectuados, tanto para o 1º trimestre de 2016 como de 2017, assentam em versões preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), com última actualização em 10-7-2017, incluindo já correcções introduzidas nos dois meses subsequentes á primeira divulgação dos dados de 2017. A experiência indica que correcções posteriores incidirão, em princípio, principalmente no cálculo dos índices de valor e de volume, mantendo-se próximos os índices de preço.
Na figura seguinte encontra-se definido o conteúdo dos grupos e subgrupos de produtos aqui considerados, com base na Nomenclatura Combinada em uso na União Europeia.
22 de Julho de 2017
ANEXO








quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bens e Serviços - Março 2017 - Balança Comercial


Balança Comercial de Bens e Serviços
Componentes dos Serviços
(2014-2016 e Janeiro-Março 2014-2017)

"Publicação disponível para download > aqui"


1 - Nota introdutória


O peso dos Serviços no total das exportações e das importações de Bens e Serviços aumentou entre 2014 e 2016, em termos anuais e no 1º trimestre de cada um dos anos, para decrescer ligeiramente no 1º trimestre de 2017 em ambas as vertentes comerciais. 


Se agregarmos a balança comercial de Bens, tradicionalmente deficitária, com a balança de Serviços, superavitária, verifica-se que o saldo (fob-fob) da balança global anual de Bens e Serviços, que se tornou positivo a partir de 2011, cresceu significativamente de 2014 para 2016, passando de 1891 milhões de Euros para 4065 milhões em 2016.


Numa análise trimestral, o saldo foi negativo no 1º trimestre de 2014, (-415 milhões de Euros), tornando-se positivo no 1º trimestre do ano seguinte (+254 milhões), para decrescer sucessivamente até 2017 (72 milhões, de acordo com os dados ainda preliminares disponíveis).

Existe algum desfasamento entre os valores do comércio internacional de Bens (mercadorias) quando considerados pelo INE ou pelo Banco de Portugal, explicado por diferenças metodológicas pontuais na sua classificação.

No presente trabalho utilizam-se os dados de base de Bens e Serviços disponibilizados pelo Banco de Portugal no seu portal, que se encontravam disponíveis em 06-06-2017.
Na figura seguinte encontra-se a balança comercial de Bens, de Serviços e do conjunto dos Bens e Serviços, segundo séries não ajustadas e também ajustadas de sazonalidade, para os anos de 2014 a 2016 e período acumulado de Janeiro a Março de 2014 a 2017.

Entre 2007 e 2016, o ritmo de crescimento do crédito de Serviços (exportação) foi mais vivo do que o do débito (importação). 
Após uma quebra verificada em 2009, na sequência da crise que abalou o mundo, assistiu-se a uma recuperação nas duas vertentes. Mas enquanto que o crédito subiu sustentadamente até 2016, o débito registou uma nova descida em 2012, para recuperar a partir de então.

No 1º trimestre de 2017 as componentes dominantes no Crédito de Serviços (exportação) incidiram em “Viagens e Turismo” (38,8%), seguidas de “Transportes” (26,1%), de “Outros serviços fornecidos por empresas” (18,7%) e serviços de “Telecomunicações, informáticos e de informação” (5,7%).

Entre os diversos tipos de “Transportes” predominam os “Transportes aéreos” (66,1% do total dos transportes, seguidos dos “Outros transportes”, que não marítimos, como o rodoviário (20,2%) e dos “Transportes marítimos” (11,2%).

Nos “Outros serviços fornecidos por empresas” sobressaem os “Serviços técnicos relacionados com o comércio e outros” (77,4% do total), seguidos dos serviços de “Consultadoria em gestão e outras áreas” (20,1%).

Por sua vez, nos serviços de “Telecomunicações, informáticos e informação” o destaque vai para os serviços “Informáticos” (60,7%), seguidos dos de “Telecomunicações” (37,5%).

No Débito de Serviços (importação) são as mesmas as principais componentes: “Viagens e Turismo” (27,6%), “Transportes” (24,1%), “Outros serviços fornecidos por empresas” (23,7%) e “Serviços de telecomunicações, informáticos e de informação” (8,1%).
Entre os “Transportes” sobressaem igualmente os “Transportes aéreos” (51,7%), mas assumem aqui alguma relevância os “Transportes marítimos” (33,8%), seguidos dos “Outros transportes” (10,2%), onde se inclui o rodoviário. No âmbito dos serviços de “Telecomunicações, informáticos e de informação”, os serviços “Informáticos” e os de “Telecomunicações” registaram pesos semelhantes, 48.9% e 48,2% respectivamente.

Seguem-se quadros e gráficos relativos à evolução do Crédito e do Débito dos Serviços por componentes entre 2014 e 2016 e primeiros trimestres de 2014 a 2017, em valor, estrutura, taxas de variação homóloga e contributos para o crescimento, bem como a balança comercial das componentes dos Serviços nos mesmos períodos. 

2 – Crédito e Débito dos Serviços por componentes

2.1 - Crédito




2.2 - Débito




3 – Balança Comercial das componentes dos Serviços



domingo, 11 de junho de 2017

Série mensal - Abr 2017 - Comércio Internacional


Comércio internacional de mercadorias
- Série mensal -
Período acumulado de Janeiro a Abril de 2017

"Publicação disponível para download > aqui"


1 - Balança comercial

De acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com última actualização em 9 de Junho de 2017, no período de Janeiro a Abril de 2017 as exportações de mercadorias cresceram em valor +12,8% face ao mesmo período do ano anterior (+2062 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +14,2% (+2741 milhões de Euros).
As exportações para o espaço comunitário (expedições) registaram um aumento de +8,5% (+1058 milhões de Euros), ao mesmo tempo que as exportações para os países terceiros cresceram +27,8% (+1004 milhões de Euros). Por sua vez, as importações de mercadorias provenientes dos parceiros comunitários (chegadas) aumentaram +9,9% (+1508 milhões de Euros), com as importações originárias dos países terceiros a crescerem +30,0% (+1234 milhões de Euros).
Na sequência deste comportamento, o défice comercial externo (Fob-Cif) aumentou +21,4%, ao situar-se em -3848 milhões de Euros (um acréscimo de 679 milhões, cabendo 450 milhões ao comércio intracomunitário e 229 milhões ao extracomunitário).
Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações nos quatro primeiros meses do ano desceu de 83,6%, em 2016, para 82,5%, em 2017.


A variação do preço de importação do petróleo repercute-se também, naturalmente, no valor das exportações de produtos energéticos, e logo na balança comercial. O valor médio unitário de importação do petróleo, que nos quatro primeiros meses de 2016 se situou em 233 Euros/Ton, subiu para 365 Euros/Ton em 2017.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (respectivamente 11,8% e 7,7% no período de Janeiro-Abril de 2017), o grau de cobertura (Fob-Cif) das importações pelas exportações dos restantes produtos sobe nesse período de 82,5% para 86,4%.

2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem
3.1 - Exportações

No período acumulado de Janeiro a Abril de 2017, as exportações nacionais para a UE (expedições), que representaram 74,6% do total (77,5% em 2016), cresceram em valor +8,5%, contribuindo com +6,6 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de crescimento global de +12,8%.
As exportações para o espaço extracomunitário, que representaram 25,4% do total em 2017 (22,5% em 2016), registaram um crescimento em valor de +27,8%, contribuindo com +6,2 p.p. para a taxa de crescimento global.

Os principais mercados de destino das nossas mercadorias em 2017 foram a Espanha (25,9%), a França (12,6%), a Alemanha (11,2%), o Reino Unido (6,6%), os EUA (5,4%), os Países Baixos (3,9%), a Itália (3,7%), Angola (3,2%), a Bélgica (2,5%), Marrocos (1,5%) e a China (1,5%), conjunto de países que absorveu 78,0% das nossas exportações.
Angola, o segundo mercado de destino das exportações para os países terceiros depois dos EUA, que vinha apresentando no passado recente sucessivos decréscimos, em termos homólogos, nas exportações da quase totalidade dos onze grupos de produtos considerados, registou nos primeiros quatro meses do ano apenas uma taxa de variação homóloga negativa, designadamente na área das aeronaves e embarcações.


Entre os trinta principais destinos, os maiores contributos positivos para o ‘crescimento’ das exportações (+12,8%), couberam a Espanha (+2,7 p.p.), EUA (+1,7 p.p.), Angola (+1,1 p.p.), França (0,8 p.p.), Alemanha e China (0,7 p.p. cada), Itália (0,6 p.p.), Países Baixos (0,5 p.p.), Marrocos e Brasil (+0,4 p.p. cada).

O maior acréscimo do valor das exportações para o espaço comunitário (expedições), em termos homólogos, verificou-se em Espanha, seguido a grande distância pela França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Provisões de Bordo, e, com menor expressão, pela Bélgica, Luxemburgo, Roménia, Polónia, Reino Unido, eslováqia,  Finlândia, Dinamarca e Irlanda. Os maiores decréscimos, pouco expressivos, couberam à Áustria e à Suécia.

Entre os Países Terceiros, os maiores acréscimos ocorreram nas exportações para os EUA, Angola, China, Brasil, Gibraltar, Provisões de Bordo, Gabão, Marrocos, México e Suíça.
Entre os maiores decréscimos figuram a Argélia, Moçambique o Egipto e  Ghana.

3.2 - Importações
No período de Janeiro a Abril de 2017, as importações com origem na UE (chegadas), que representaram 75,7% do total (78,7% em 2016), contribuíram com +7,8 p.p., para uma taxa de crescimento global de +14,2%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram um acréscimo de +30,0%, representando 24,3% do total (21,3% no período homólogo de 2016), com um contributo para o crescimento de +6,4 p.p..
Os onze principais mercados de origem das importações nos quatro primeiros meses do ano foram a Espanha (31,3%), a Alemanha (13,8%) e a França (7,6%). Seguiram-se a Itália (5,4%), os Países Baixos (5,2%), a China e o Reino Unido (2,8% cada), a Bélgica (2,7%), a Federação Russa (2,6%), o Brasil (1,7%) e os EUA (1,6%), conjunto de países que representou 77,6% das nossas importações totais.

Entre os maiores contributos positivos para o crescimento das importações (+14,2%) destacam-se a Espanha (+3,0 p.p.), Federação Russa (+2,4 p.p.) e a Alemanha (+2,1 p.p.). Seguiram-se os Países Baixos (+0,8 p.p.), a Itália, França, Arábia Saudita e Turquia (+0,5 p.p. cada), os EUA (+0,4 p.p.) e o Azerbaijão (+0,3 p.p.).


Por sua vez, os maiores contributos negativos couberam a Angola (-1,0 p.p.), à Argélia (‑0,5 p.p.), à Irlanda e República Checa (-0,1 p.p. cada).
Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores decréscimos e acréscimos das importações com origem intracomunitária e nos países terceiros.




4 – Saldos da Balança Comercial

No período em análise, o maior saldo positivo da balança comercial (Fob-Cif) coube a França (+626 milhões de Euros), seguido dos EUA (+616 milhões), do Reino Unido (+581 milhões), de Angola (+515 milhões) e de Marrocos (+226 milhões de Euros).
O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-2188 milhões de Euros), seguido dos da Alemanha (‑1006 milhões), da Rússia (‑526 milhões), da Itália (‑519 milhões) e dos Países Baixos (-424 milhões de Euros).

5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2/SH-2) em uso na União Europeia foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver Anexo).
Os grupos com maior peso nas exportações de mercadorias, representando 70,6% do total, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (15,5% do total, com uma taxa de variação homóloga de +14,7%), “Químicos” (13,1% e TVH +11,6%), “Agro-alimentares” (12,2% e TVH +15,1%) “Material de transporte terrestre e partes” (10,6% e TVH +4,9%), “Têxteis e vestuário” (9,8% e TVH +3,4%), “Minérios e metais” (9,6% e TVH +16,5%) e “Produtos acabados diversos” (9,3% e TVH +8,4%).
Registaram-se acréscimos em termos homólogos em todos os grupos de produtos. Os maiores acréscimos, em Euros, ocorreram nos grupos “Energéticos” (+571 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (+360 milhões), “Agro-alimentares” (+291 milhões) “Minérios e metais” (+249 milhões) e “Químicos” (+247 milhões de Euros).



5.2 – Importações

No mesmo período, os grupos de produtos com maior peso nas importações, representando 72,7% do total, foram “Químicos” (16,6% do total, com taxa de variação homóloga em valor de +6,2%), “Máquinas, aparelhos e partes” (16,4%, TVH +17,1%), “Agro-alimentares” (14,9% e TVH +9,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (13,0% e TVH +10,6%) e “Energéticos” (11,8% e +58,4%).
Os maiores acréscimos, em Euros, couberam aos grupos “Energéticos” (+959 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (+525 milhões), “Minérios e metais” (+323 milhões), “Agro-alimentares” (+297 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (+274 milhões), “Químicos” (+213 milhões de Euros). O único grupo em que se registou uma quebra, de pouca monta aliás, foi “Calçado, peles e couros” (-22 milhões de Euros).



6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino das exportações de mercadorias, a Espanha ocupou em 2017 a primeira posição em 8 dos 11 grupos de produtos com 25,9% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Calçado, peles e couros” (3ª posição), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4ª posição).

Seguiram-se no “ranking” a França (12,6%), a Alemanha (11,2%), o Reino Unido (6,6%), os EUA (5,4%), os Países Baixos (3,9%) a Itália (3,7%), Angola (3,2%), a Bélgica (2,5%) e Marrocos (1,5%). Estes dez países cobriram 76,0% das exportações totais.
6.2 – Importações

Nesta vertente do comércio internacional, a Espanha ocupou o primeiro lugar também em oito dos onze grupos de produtos, com 31,3% do total, sendo as excepções os grupos “Energéticos”, em 2º lugar, depois da Rússia, “Material de transporte terrestre e partes”, 2ª posição, depois da Alemanha, e “Aeronaves, embarcações e partes”, em que ocupou o 5º lugar, antecedida de Singapura, Canadá, Brasil e EUA.
Seguiram-se a Alemanha (13,8%), a França (7,6%), a Itália (5,4%), os Países Baixos (5,2%), a China e o Reino Unido (2,8% cada), a Bélgica (2,7%), a Rússia (2,6%) e o Brasil (1,7%). Estes dez países cobriram 76,0% das importações totais.